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O Livro Pensamento

O Livro Pensamento

Dom | 31.07.16

Silêncio

Calo-me.Diante desta paisagem de sombras putefractas e de crateras gigantes, como gritos de supliciados, que vale protestar, se o protesto é uma naúsea de cinzas no pântanos dos dias?Neste tempo de palavras mortas só a raiva do silêncio falará por nós. 

António Arnaut 
Foro das letras Jan.1998
Sab | 30.07.16

Mitos urbanos e boatos, de Susana André #13


 É incrível a facilidade com que as pessoas mentem e vivem assim. Portanto, não julguem que os boatos circulam só nas aldeias, pois a internet veio facilitar (e muito) a difusão de mensagens com inverdades, as quais passam a ser do conhecimento geral através dos meios de comunicação.
Susana André, jornalista da SIC, pretende, no seu livro, desmitificar alguns boatos e mitos, tais como: a existência de ratos de tamanho de coelhos no Convento de Mafra; as várias pessoas esfaqueadas na Praça de Espanha por um homem vestido de árabe; a ameaça de vida a jovens raparigas  que acabam com uma boca de palhaço; as mamas explosivas; os fantasmas que pedem boleia nas estradas de Sintra; o Carlos Paião que foi enterrado vivo e deu a volta no caixão; os Marcianos em Barcelos; o casamento de Luís Goucha e Teresa Guilherme; os hamurgueres do MacDonald´s feitos de minhocas, etc.
Citação: «Vivemos com o boato colado à pele como cancro sem cura».
Pensamento: A mentira é um disfarce para a desilusão e para o vazio na própria alma. É fútil viver da mentira mas esta alimenta sonhos e negócios (Eu, pelo contrário, gosto da verdade [verdadinha], daí ser acusada de escrever sob um clima «dark» and not «pink»).
I dream with books and you?

Ter | 26.07.16

Sonhos e fantasia

O vento passa
A alma sossega
Recolhe as suas asas
Aninhando os seus sonhos.
Estranha melodia
Aumenta o seu ritmo...
Forte, forte, bate o coração.
Aumenta a respiração...
É ...os sonhos enleados
desfiam as suas meadas
e em suas casas
Rebentam numa correria
Não pensam
Não comem
Apenas o sorriso e a lágrima
A tristeza e a alegria.

O vento passa
A alma sossega e
Nega
Ser a causa de tamanha desordem.
Aninhado nos seus sonhos
Deixa dançar
Ao som da estranha melodia
Será alegria ou uma dor 
a que chamam Amor?
Alguém o descreveu, mas...
Cada um tem o seu.

A alma sossega
Mas de novo a correria.
Não pensam
Não comem
Os sonhos
Apenas vestem vestidos de ilusão
E na nudez cruel da realidade
Aumentam com velocidade
Agarrando o último sopro.
E o vento sossega.
A alma passa
Triste
Em triste melancolia
Aguardando o próximo
Autocarro da fantasia.





Dom | 24.07.16

Alma noturna

Perante a Noite princesa 
Que esconde na sua amplitude a singela Vida,
A Lua rainha 
Preside ao infinito pontilhado...
Pelas estrelas,
Pelos planetas,
Pelas galáxias,
E pelo Desconhecido.
Já o Homem escravo,
Rasgado e pobre, serve a ciência
E envolto num certo segredo
Partilha o seu Descontentamento:
O mundo ideal jamais será descoberto...
A alma noturna, penhorada, agradece!
A luz ténue almeja o esquecimento
Momentâneo
Ténue
E a ilusão de uma Nova Verdade.
A alma mater visionária
Influenciada pela Lua
Tem ideias sobre o reinado
da Essência ínfima comum:
Somos parte de um todo.
Somos o Caos 
e somos a Eternidade.
Sab | 23.07.16

Sorriso


Segundo José Saramago, referindo-se à palavra sorriso, a busca de uma definição nem sempre se encontra no dicionário. Diz ele:«Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso».
Depois deste post constatei que há ainda mais um ...... o Sorriso misterioso...
Será que não advinham o porquê dos óculos?
Sex | 22.07.16

O sino da Islândia, de Halldör Laxness #12


Laxness enquadra a história numa Islândia do século XVII e inicia este romance histórico com o sino Þingvellir, símbolo da justiça, da independência e da única coisa de valor que a Islândia possuía, o qual é mandado destruir por ordem do Rei da Dinamarca. 
Trata-se de uma época em que a Islândia está sob o domínio Dinamarquês, em que o povo está empobrecido e em que há várias restrições comerciais impostas pelo reino da Dinamarca. 
O povo islandês, de grande sabedoria através tradição/transmissão oral, na sua simplicidade não ousa sonhar com algo melhor. 
Jón Hreggviðsson é o personagem principal, pobre, agricultor, condenado à morte por roubar um pedaço de corda, por difamar o rei e por ter morto o carrasco do rei. 
Ao longo desta história iremos acompanhar o seu longo processo judicial bem como as suas sucessivas fugas, sempre acompanhadas da sua Canção de Pontus. 
Arnas Arnæus, assessor do rei dinamarquês é um reputado erudito islandês (com uma grande paixão por todos os livros e escritos e pela busca de mais um exemplar raro para a sua biblioteca pessoal). Porém, irá envolver-se num caso amoroso com Snæfriður, a filha do magistrado que virá a condenar Jón. 
Citação:«Podes dizer-lhes, de minha parte, que a Islândia não foi vendida; não desta vez». Pensamento:Amálgama linguística, opressão e resiliência nas condições mais adversas.
Ter | 19.07.16

Mensagem alienígena


A inspiração surgiu sob a forma musical
Tinindo suavemente a luz natural
Incrédula mensagem
Criativa, brutal!
Conhecida dos povos
no tempo ancestral.
Regredimos no conhecimento
(Re)progredimos na tecnologia
Apenas na sensitividade
O desconhecido 
Desafia
(A)mente.
(Des)afia
Pura e
Simplesmente.

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