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Mesmo sem ter muita paciência, a qual se encontra prestes a esgotar com tanta peneirice da Pipoca, nos últimos 20 dias tenho-me dedicado mais à minha dona. Eu sei que, nestas alturas, ela precisa de mim. É sempre bom dar atenção quando é preciso. E não estou a miar por miar. Não! A minha dona tem tido uns dias complicadíssimos ou, segundo o meu faro felino indica, está a começar a ficar"velhota". Ui, ela que não me oiça miar isto! Peço que mantenham alguma confidencialidade quanto aquilo que revelo, até porque os animais são os melhores amigos. Quando muito podem revelar o que quiserem sobre a Pipoca. Posso afirmar convictamente que hoje, dia de fazer festinhas aos animais de estimação (e a humanos quando há segundas intenções), encostei a minha pata na Pipoca. Ela é macia, um pouco estranha, muito branca e sem sal, como o pão. No entanto, ela estava a dormir profundamente e não deu por nada, nem sequer que lhe chamei nomes inapropriados, tais como, renhau renhau. Humpf! Tanta conversa miada deu-me uma sede! Já volto...

***Dois dias antes***

Ando muito esquecido, eu sei. A idade vai pesando, estou muito gordo e peso 9 quilos! Fico a pensar que se calhar devia correr um pouco à volta da mesa da sala de jantar? Bem, talvez o faça...quando as coisas estiverem mais calmas por aqui. A minha dona, coitada, andou, primeiro, com uma dor nas costas e, na semana passada, com uma grande dor de dentes. Mas isto, segundo ouvi ela a contar a alguém, não é nada comparado com o esgotamento nervoso causado por problemas do filho na escola. É que há quem não aceite a idade e queira continuar bela, e há quem exiga crianças já adultas, concentradas, que não façam perguntas, que não conversem e que terminem os trabalhos no máximo em 40 minutos. Depois dizem que dar o comprimido da inteligência é culpa dos pais?! Eu pergunto: o monstro é a criança que é apenas uma criança ou é o sistema de educação tal como está? 

***Hoje, dia das festas nos animais de estimação***

Façam muitas festas todos os dias, pois os donos agradecem e depois retribuem. Mas não pensem que não há bela sem monstro: é que eu recebi muitas festinhas e a Pipoca também!!! Não é justo!!!

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publicado às 20:45

Falam, falam, falam e o que eu oiço, além de blábláblá Wiskas saquetas, é a enorme capacidade de gritar dos humanos. Gritam por tudo e por nada. Doi, gritam. Estão felizes, gritam. Se choram, gritam. Só que há ainda a habilidade de misturar isso tudo numa amálgama de emoções e fico sem saber se estão felizes ou tristes. Na minha opinião, a risota completa, quando assistem a certos vídeos, é de me deixar com os olhos tortos, o pêlo no ar e um certo ar de perplexidade.

 

Os humanos a serem eles mesmos...

 

Os cães no seu melhor...

 

Os gatos a surpreender-vos.....

 No fundo, no fundo, somos diferentes mas iguais. Aliás, todos temos um pouco de estupidez natural. Ups, já disse. E não, não me esqueci. Hoje é dia dos namorados. Mas não deveria ser dia dos namorados todos os dias? 

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publicado às 08:30

Viral a dobrar | A sério? # 10

por edite, em 07.02.17

 

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publicado às 08:06

A vida em modo livro|e| com o Narciso

por edite, em 06.02.17

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Ele é 8 ou 80, é Caxineiro e é do Norte. O Narciso Santos tem os blogues Mishmash Marketing e o cisosemjuizo, e neles escreve sobre marketing e sobre diferentes temas, espraiando pela blogosfera um mar de ideias, geniais ou loucas, conforme a perspetiva de cada um, mais ou menos como demonstra a fotografia acima . Mas vamos lá conhecer um pouco mais...

 

Conta uma pequena história de quando eras criança.

N: Conforme irão constatar nas perguntas seguintes, principalmente na escolha dos meus dois livros que edificaram o meu caráter, não tive de facto uma infância fácil. Fui o primeiro a nascer e passado 1 ano surgiu a minha irmã. Sempre fomos os dois marginalizados pela minha “família”, “tipo patinhos feios” mesmo com uma “família” numerosa entre tios e tias eram 14. Não entendia e continuo a não entender porque os meus avós me colocavam “na rua” à chuva, ao frio e com fome sem nos deixarem entrar em casa, pois fazíamos muito barulho (éramos crianças…) e depois mais tarde entre os 5 e os 7 anos em casa da minha tia aconteceu o mesmo… eu entre os 5 e 7 anos tive que saber sobreviver “À Rua” e com isso ainda ter que tomar conta da minha irmã… Mas diz o velho ditado: “o que não nos mata torna-nos mais fortes” aprendi a lei do desenrascar, a lei do sonhar e querer algo melhor para mim, para a minha irmã e para os meus pais. Pois o meu pai não poderia fazer nada por nós, pois passava 11 meses em alto mar, e 1 mês em Portugal, a minha mãe saía de casa as 6 da manhã e entrava em casa ás 7 da noite, entre o “gap” das 13h (9h ás13 h tinha escola) até as 19h eu tinha-me que desenrascar com outra inocente…

Posso dizer o que muitos não podem, pois comia marisco quase todos os dias como lanche, pois aprendi a pescar lagosta, caranguejos, camarão… Fazer uma fogueira e cozinhar dentro de uma lata com água do mar… Quanto à “família” aprendi, não é o sangue que comanda… A família é quem nos quer bem, um amigo, um professor, um estranho que nos dá um pedaço de pão sem pedir nada em troca, isto sim é família, o resto simplesmente partilha o mesmo sangue…

Mas a “Rua” preparou-me para o “mundo cão” em que vivemos, e infelizmente os meus filhos não podem ter uma educação um pouco de “Rua” pois só lhes faria bem.

 

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Os manos Santos 

 

O nosso corpo é formado por células. Qual é a tua célula adormecida?

N: Dado o mundo em que vivemos já nem sei mais se o nosso corpo é de facto formado por átomos, ou por “bits” e linguagem binária, pois estamos cada vez mais a passar por A.I. do que por Seres Humanos, se calhar se fossemos formados por Bits viveríamos num mundo melhor, mas assistimos cada vez mais a uma “desumanização” (Aconselho a ler o Livro com este título do Valter Hugo Mãe).

Tendo em conta as “pauladas” que apanhei nesta vida desenvolvi excelentes reflexos, pois nunca se sabe quando e de onde virá a próxima. Com isto vivo na minha “bolha” rodeado por aqueles que de facto são família tornando o processo de entrada de novas pessoas complicado, pois… No meu mundo só entra quem quer entrar, só entra quem conseguir entrar, só entra quem eu deixo entrar… Só os privilegiados tem acesso a este meu mundo… No Meu Mundo não existe o vosso Mundo…

Tenho consciência de ser autêntico e procuro superar todos os dias a minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. Digo o que penso com esperança, penso no que faço com fé, faço o que devo fazer com amor. Eu esforço-me para ser cada dia melhor, pois a bondade também se aprende!

Como aprendemos todos os dias, estou a tentar aprender a “abrir mais a minha bolha” tentando que haja uma mutação no meu ADN nessa parte do meu Ser!

 

Conheceste alguém especial que gostasse tanto de livros como tu? Quem e quando.

N: De facto conheci, conheço e espero que continue a “conhecer” esta pessoa que não só gosta mais de livros do que eu, como foi ela quem me fez Amar a leitura, pois eu não era acérrimo amante dos livros. Tudo que não envolvesse uma “bola nos pés” podiam não contar comigo, mas os ditados e as frases feitas que eu tanto não gosto, novamente vêm dizer que têm razão “pois atrás de um Homem está sempre uma Grande Mulher” tenho a sorte de desde 1999 estar ainda com esta pessoa que modificou a minha vida para melhor, que me mostrou que existe um outro mundo “além da bola” sendo ela amante de futebol. A minha “Grande Mulher” de facto está para os livros como o Monstro das Bolachas da Rua Sésamo estava para as bolachas. Ela lê mais livros do que eu. Muitos dos livros que leio é por causa dela, pois existem livros que eu “rótulo” de “livro de gaja” mas é bom diversificar a nossa leitura e ler “estes livros de gaja” pois de facto a maior parte das vezes são uma enorme surpresa.

 

Qual o livro que achas que descreve melhor a tua personalidade.

N: Uiii, tantos… mas para mim não é muito complicado, pois estou a responder a esta pergunta no quarto do meu filho mais novo e um dos livros que escolho é sem dúvida “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry, claro que ele tem  a versão “grande Pop -UP” aqui ao meu lado na mesinha de cabeceira. Este livro está classificado como um dos melhores livros infantis, mas de facto quando o leio e releio sempre encontro algo de novo nas frases desde magnífico livro e acredito que não o podemos classificar como livro infantil pois vejo-o como intemporal e sem um nicho de idades, acho que é um livro para ser lido indiferentemente da idade (pois não acredito que as crianças consigam interpretar as retóricas do mesmo). É um livro “filosófico” onde encontramos “frases para uma eternidade” que nos remete para a tristeza e solidão, faz-nos sonhar e dá o mote para não desistir tendo em conta os valores pelos quais a vida se deveria reger. Mas terei que fugir á regra pois não posso deixar de fora o outro livro que me marcou e muito: “O Meu pé de Laranja Lima” de José Mauro de Vasconcelos. É outro livro na “onda” dos “livros infantis” que uma vez mais tem tudo menos de livro infantil…, mas este livro ainda é mais triste que o Principezinho, pois conta-nos a história de um menino de 6 anos, inteligente, pobre, traquinas, e acima de tudo triste (Hummm onde eu já li / escrevi isto…) Onde encontra o Amor, a Alegria e a Vida, na sua imaginação, criando um mundo ideal para ele, onde ele possa ser um vencedor, dado que a realidade é dura em demasia para uma criança tão pequena. Tal como a minha realidade até aos 8 anos também o foi…

 

Escolhe uma citação do(a) autor(a) preferido(a) e explica-a.

N: Hummm, escolha complicada, mas após pensar uns bons 3 segundos e 10 milésimos  chego à conclusão que de facto moldo a minha vida não com uma citação preferida mas com 2 citações (sim estou a fugir ás regras outra vez, mas algumas foram feitas para serem quebradas, espero que esta seja uma delas) ;)

1 -  Citação de Abraham Cowley que remonta aos anos 1600 diz: ”The world changes constantly, and in nature, be constant would be a inconstancy.” Esta é a frase que eu sempre colocava no início de cada trabalho da faculdade, pois de facto tudo na natureza e nas nossas vidas mudam constantemente e temos que ter mente aberta para esta mudança e estar cientes que com ela temos que nos reinventar e inovar. Se em 1600 este Senhor dizia isto…, se olharmos a nossa sociedade nos dias de hoje, ainda mais se aplica com a disseminação de informação pelos mass média, pela internet, redes sociais, onde tudo muda num estalar de dedos onde cada vez mais se torna complicado acompanhar o ritmo destas mudanças vertiginosas.

A outra situação é de uma música do Scooter “Move Your Ass!” sim o Título é sugestivo :), mas de facto tem uma parte da música onde ele afirma: “Its Nice to be Important, but its more Important to be Nice”. De facto não existe nada melhor que as pessoas serem “nice” serem bondosas, serem “Seres Humanos” ainda mais neste mundo em que o “Humano” cada vez mais tende a desaparecer, infelizmente.

 

 Qual é a música popular portuguesa que mais odiaste até hoje?

N: Eu sou um defensor que deveria-se ouvir mais música portuguesa, deveria passar mais música portuguesa nas rádios…

A música Popular Portuguesa, ou música Pimba, tem os seus bons e maus cantores, bons e mais argumentistas de letras da música. Tudo o que bate e roça a barreira do brejeiro e do mau tom para mim é de descartar.

Um dos exemplos que detesto é o Auto Proclamado “Pai do Pimba” - Emanuel, simplesmente não entendo como se consegue ouvir “aquilo” é detestável. Vou a casamentos e lá levo com o Pimba do Emanuel, vou a batizados e mais do mesmo… Detesto esta música, o que me fez também não conseguir olhar para o homem, pois não sei porquê fez com que eu o rotulasse de Nazi, pois loiro, olhos azuis, parece mesmo um ser Ariano Superior, a sorte é que a “aquilo” que ele “canta” rapidamente o rebaixa para o lugar onde ele deve estar na minha mente, LAMA!

 

Qual é a situação mais absurda que te aconteceu a ti ou a alguém num local público?

N: Bem… Não posso falar em situação absurda mas foi uma boa história (caricata no mínimo) que ainda se fala nos corredores dos Balneários do Rio Ave Futebol Clube, bem como quando janto com os meus amigos sempre recordamos essa história entre outras. Estávamos em 1996 numa sexta feira e o Grupo Silence 4 iria nessa noite dar o primeiro concerto em Vila do Conde. Então entre nós decidimos marcar após o treino ir comer umas “francesinhas” e depois ir assistir ao concerto. No fim do jantar fomos ao concerto que terminou por volta da 1 da manhã, e tínhamos jogo no sábado contra o Infesta, equipa essa que o Rio Ave nunca derrotou. E o que faz toda uma equipa  disciplinada, que foi convocada para o jogo, que à 1 da manhã já deveria estar a dormir? Cama?… Nada disso… Decide em conjunto ir beber uns copos para a disco (ou vamos todos ou não vai nenhum). Deviam ser umas 5 da manhã, estou no bar a pedir uma Cerveja (sim 5 da manhã a ingerir álcool a umas horas do jogo iniciar…), olho para o meu lado e quem vejo? O nosso preparador físico, que logo me coloca aquele olhar (reprovativo) de quem fica muito satisfeito por ver o capitão da equipa a beber umas cervejas ás 5 da madrugada numa disco. Vem ter comigo, e diz-me que eu não iria jogar, ao qual assenti com a cabeça e disse que compreendia, ele virou as costas, apelidou-me umas coisas entredentes… e começou a descer as escadas em direcção á pista de dança, onde encontra os restantes 17 elementos da equipa. Eu desço as estado e digo: “Prof. é melhor contactar a equipa de reservas pois estamos aqui os 18 que convocou para o jogo daqui a pouco, e se nós não deveríamos estar aqui, acho que o Prof. também não pois deveria descansar e delinear estratégia para o jogo.” ironizando eu com o assunto.

O Homem saiu desvairado… Saímos da disco, fomos tomar pequeno almoço todos juntos às 7 da manhã e no fim fomos para o estádio jogar. Posso dizer que a palestra do Mister e do Prof antes dos jogos eram tipo os discursos de Fidel, não pelo conteúdo mas pela demora…, desta vez foi silêncio total e só nos disse: “notasse nos vossos olhos que dormiram muito…” Vão para campo e tentem dignificar a camisola que envergam. Só ganhamos 7-1 nesse jogo. A mistura da vergonha de termos sido apanhados, mais o medo de fazer figuras tristes, mais a nossa reputação em jogo, deu-nos o tónico de fazermos um jogo perfeito em frente a uma quantidade de centenas de adeptos incluindo familiares. 

 

Quais são os livros do final da tua vida?

N: Eu costumo dizer que os meus filmes preferidos são aqueles que volto sempre a rever, as minhas músicas preferidas são aquelas que volto sempre a ouvir, e os meus livros preferidos são aqueles que volto sempre a reler.

Por isso os livros para o final da minha vida será reler todos os livros que tenho aqui nas prateleiras.

Quero voltar a ler todos eles, pois terei uma perspectiva analítica diferente do que tenho agora, pois estarei mais velho e mais sábio (acho eu…) e também ao reler os mesmos voltarei a relembrar todas fases da minha vida…, onde, como e em que situação, solteiro, casado, com filhos, com netos, etc…

***

N: Obrigado pelo convite e aproveito para dizer que foi um prazer participar. Peço desculpas pelas respostas longas, mas tentei resumir o máximo que pude…

Em anexo segue uma foto, uma de mim e da minha irmã, pois não consigo enviar uma foto minha de bebé sem incluir ela na mesma.

 

E: Não agradeças, pois para mim foi um previlégio conhecer uma pessoa que se diz"esquizofrénica bipolar" (na brincadeira, claro!) e que aparece sempre divertido e bem disposto.

Mas a vida é isto, e é feita destes pequenos momentos, uns tristes, outros alegres...Da minha parte, muito e muito obrigada e reforço a ideia: bom humor, precisa-se. Não te esqueças disto, okay?

 

 

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publicado às 08:30

A vida em modo livro|e| com a Roberta

por edite, em 26.01.17

 

A Roberta dispensa apresentações, pois esteve connosco há muito pouco tempo (aqui). Já sabíamos que adora ler, mas não conhecíamos, ainda, o Poirot (o seu cão) nem o Graffio (o seu gato).  Ah, e temos mais para contar...

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Qual o livro que foi publicado na tua data de nascimento? 

R: O Alquimista do Paulo Coelho. Escolhi este porque, segundo o Goodreads, é o livro mais “popular” publicado em 1988. Por acaso já o li e está longe de ser o meu favorito.

 

Fala sobre alguma situação em que achas que foste vítima de Bullying na escola. 

R: Eu fui vítima de bullying no secundário e lembro-me perfeitamente da primeira vez que ouvi essa expressão. Eu entrei na escola e duas raparigas (que gostavam de me incomodar) passaram por mim com força de forma a conseguirem bater com o ombro delas em mim. Primeiro uma e depois outra. Fizeram-no com tanta força que me desequilibrei. Nesse momento uma colega minha virou-se e disse-me: Roberta, eu acho que sofres de Bullying por parte delas. Eu respondi: Sim talvez. Mas na verdade não sabia o que ela estava a dizer. Fui para casa e pesquisei e percebi que era verdade. Este episódio ficou-me marcado não por ter sido o pior, mas por ter sido aquele que me despertou para o que se estava a passar.

 

Conheceste alguém especial que gostasse tanto de livros como tu? Quem e quando.

R: Esta pergunta é complicada para mim... Já conheci algumas sim, mas vou fazer batota e responder desta forma: todas as pessoas que participam no grupo de leitura “Conversas Livrásticas” são especiais e gostam tanto de livros quanto eu.

 

Qual o livro que achas que descreve melhor a tua personalidade. 

R: Esta pergunta é tão difícil… pode haver personagens que tenham uma personalidade parecida com a minha, mas um livro? Hum… se tivesse de escolher um livro talvez seria o Orgulho e Preconceito… O livro tem critica social, tem uma personagem parecida comigo (a Elizabeth), e também tem assim uma veia romântica (que eu também tenho) 

 

Escolhe uma citação do(a) autor(a) preferido(a) e explica-a. 

R:“I declare after all there is no enjoyment like reading! How much sooner one tires of any thing than of a book! - When I have a house of my own, I shall be miserable if I have not an excellent library.” ― Jane Austen, Pride and Prejudice – Acho que nem é preciso explicar. A citação fala por cima. Neste caso trata-se de uma frase que aparece no Orgulho e Preconceito onde a Elizabeth (se não me engano era ela) dizia que não há nada melhor (nada dá mais prazer) do que ler. E eu concordo 100% :P E tal como ela, também eu serei miserável se não tiver uma excelente biblioteca na minha futura casa.

 

Qual é a música popular portuguesa que mais odiaste até hoje.

R: "O Bacalhau Quer Alho" do Saul. Acho a música abominável, a letra horrível, e o facto de usarem uma criança para a cantar. Execrável.

 

Qual é a situação mais absurda que te aconteceu a ti ou a alguém num local público. 

R: Não é bem absurda (se calhar é lol), mas eu adoro este episódio, por isso lembrei-me. Quando eu era pequena queria imenso aprender a ler e a escrever, mas os meus pais diziam-me que eu ía aprender só quando fosse para a escola. Finalmente chegou o dia. E eu fui à escola 1 dia, 2 dias, 3 dias… aguentei um tempo. Um dia não aguentei mais. Levantei-me e disse “Professora, ou me ensina a ler e a escrever, ou então vou-me embora!” Mais do que absurdo, é embaraçoso 

 

Comenta esta frase retirada do Público: “O autor morre quando põe um ponto final. O leitor nasce a seguir”.

R:Tem piada, porque quando entrevisto escritores para o FLAMES, muitos dizem-me isto mesmo, que assim que o livro está editado e sai cá para foram, o livro deixa de ser deles e passa a ser do leitor. A primeira escritora que me disse isso foi a Maria Teresa Maia Gonzalez. Lembro-me que pensei imenso nisso e acabei por perceber o que ela queria dizer. O autor escreve, coloca as suas perspetivas, conta a sua história e depois lança o livro. Quando o leitor pega no livro e o lê dá-lhe uma nova vida e, graças à sua perspetiva, personalidade e vivências, lê uma história que pode ser ligeiramente diferente daquela expressa pelo autor. Não fui muito original, mas a ideia parece-me ser esta 

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publicado às 12:45

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Autor: Derek B. Miller

Ano:2014
N.º de Páginas: 303
Editora: Asa
 
Sinopse: Sheldon, um judeu americano, parece ter chegado ao fim da linha. É viúvo, tem 80 anos, e revela sinais de demência. A filha, preocupada, decide levá-lo para Oslo, onde vive com o marido. Um dia, quando o deixa sozinho no apartamento, Sheldon ouve ruídos na escada. Percebe que é uma vizinha a ser perseguida, a tentar proteger desesperadamente um filho pequeno. A mulher acaba por ser morta selvaticamente. Mas o octogenário consegue, in extremis, esconder a criança dos perseguidores. É o ponto de partida de um romance onde tudo nos surpreende. Aos poucos, juntamos as peças do puzzle. Sheldon é afinal um exveterano da Guerra da Coreia, que há décadas vive num secreto inferno, a tentar expiar um crime involuntário. Num último esforço para se redimir, assume como missão salvar o filho da vizinha. Numa terra desconhecida para ambos, começa uma fuga épica, que os levará aos confins da Noruega – e uma perseguição implacável,movida por um gangue kosovar. Um estranho lugar para morrer, considerado o melhor romance do ano por uma série de publicações, desafia qualquer definição. O ritmo e a tensão absolutamente sufocantes remetem para o thriller moderno, do mais fino recorte escandinavo. Mas o autor, um ativista do desarmamento e dos direitos humanos, usa a dramática epopeia de Sheldon para pôr a nu a violência latente na cultura ocidental.
 
Opinião: Li este livro com muita expetativa, afinal foi considerado o melhor thriller moderno, e fiquei à espera da minha cenoura. O Sheldon é um personagem interessante, tem 80 anos, é viúvo, revela sinais de demência e ajuda uma criança a fugir dos assassinos da mãe, que é sua vizinha. Depois acompanhamos esta fuga e a sua história nos tempos da guerra na Coreia, com crimes por desvendar, com conversas com pessoas que afinal já morreram.
Gostei das críticas às políticas de emigração e à sociedade norueguesa. Gostei da descrição do gangue Kosovar, da chefe da polícia local e do próprio Sheldon. Os personagens estão muito bem caraterizados, contudo, a cenoura não apareceu. Onde está o mistério?! No final da história fiquei triste, pois acho que um bocadinho de Agatha Christie seria essencial.
 
Não era hora para estar a pensar naquilo, mas como é que as autoridades podiam pôr a segurança e o bem-estar do povo norueguês -os que são cidadãos e votam e lutaram pela democracia- a seguir ao dos estrangeiros? Uma vida pacífica não devia ser conseguida à custa dos emigrantes, claro, mas também não devia ser relegada para segundo plano.(...) Como é que podemos ser tão totalmente otimistas em relação ao mundo, apenas sessenta anos depois de termos sido ocupados pelos nazis? (pág.144).

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publicado às 08:31

lucy.jpgAutora: Elisabeth Strout

Ano:2016
N.º de Páginas: 173
Editora: Alfaguara
 
Sinopse: Lucy Barton está numa cama de hospital, a recuperar lentamente de uma cirurgia que deveria ter sido simples. As visitas do marido e das filhas são escassas e pouco aproveitadas por Lucy. A monotonia dos dias de hospital é quebrada pela inesperada visita da mãe, que fica cinco dias sentada à sua cabeceira. Mãe e filha já não se falavam há anos, tantos quantos os que Lucy passou sem visitar a casa onde cresceu e os que a mãe passou sem a visitar em Nova Iorque, nem sequer para conhecer as netas. Reunidas, as duas trocam novidades e cochichos sobre os vizinhos de infância de Lucy, mas por baixo da superfícies plácida da conversa de circunstância pulsam a tensão e a carência que marcaram a vida de Lucy: a infância de pobreza e privação no Illinois, a vontade de ser escritora e a desconfortável sensação de não pertencer a lado nenhum, a fuga para Nova Iorque e a desintegração silenciosa do casamento, apesar da presença luminosa das filhas. Com um passado que ainda a atormenta e o presente em risco iminente de implosão, Lucy Barton tem de focar para ver mais longe e para voltar a pôr-se de pé. Mais do que uma história de mãe e filha, este é um romance sobre as distâncias por vezes insuperáveis entre pessoas que deveriam estar próximas, sobre o peso dos não-ditos no seio das relações mais íntimas e sobre a solidão que todos sentimos alguma vez na vida. A entrelaçar esta narrativa está a voz da própria Lucy: tão observadora, sábia e profundamente humana como a da escritora que lhe dá forma.
 

Opinião : Este livro foi-me oferecido pela Marta como prenda de aniversário. Fiquei em pulgas e muito feliz. Quem é que não gosta de receber um livro? A justificação para esta oferta foi a de que se tratava de uma história da relação entre uma mãe e a filha, o que, quando se tem uma filha adolescente, é relativamente conturbada. Mas quando comecei a ler, verifiquei que a relação de Lucy com a mãe é algo diferente. Não trata da adolescência, mas da filha já adulta e da mãe que não vê desde o seu casamento. No entanto, ela volta a estar com ela ali no hospital, muitos anos depois . É uma conversa entre as duas mas ambas escondem os sentimentos e os pensamentos. Ainda assim, a Lucy fica contente só de poder conversar com a mãe, mesmo sobre pessoas que não voltou a ver. E, nestas conversas, achei muito divertido os nomes que elas colocam nas enfermeiras, tais como a Tosta (magrinha e de seco trato), a Dor de Dentes (sempre desolada) e a Criança Séria (uma índia que ambas gostaram).

Lucy ora conversa com a mãe, ora pensa no seu casamento, nas filhas, e depois volta às memórias do passado, do tempo em que tinha 5 anos e ficava trancada na carrinha, para os pais irem trabalhar e os irmãos estudar. Nesta parte, não sei se compreendi bem ou se a Lucy terá imaginado, há um grande trauma e um segredo que ela não ousa revelar. 

Este livro prende. É preciso ler com calma, pois a escrita é simples mas os avanços e recuos na história podem prejudicar a compreensão das memórias de Lucy, umas reais, outras não sabemos se imaginárias, mas que são reveladores de um sofrimento que admite ter sido necessário para se tornar no que é.

 

Mas quando vejo outras pessoas andarem com autoconfiança pela rua, como se estivessem completamente livres de terror, percebo que não sei como são os outros. Uma grande parte da vida parece especulação (pág. 17).

 

 

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publicado às 08:00

Entre dores e agonias, a minha dona precisa muito de mim. Dou-lhe o conforto necessário com a minha presença e ela dá-me miminhos com muita paciência. Sou um gato de estimação, mas poderia ser livre. A recompensa reside nestes momentos, em que os humanos sentem um calor, uma amizade e um carinho especial. Nada mal para um gato, não é? Pois, a minha dona tem andado um bocadinho mal. Diz que é um problema nas costas. Não sei muito bem, mas a mim quando estico todo o meu corpo sabe mesmo  bem. Já a minha dona, não. Começa logo a gemer e deita-se com uma cara triste. Eu mio e enrosco-me perto dos pés dela, procurando dar-lhe algum tipo de conforto. Porém, não tem sido fácil. Será que o fim está próximo e encaro o desafio final? my way, é uma forma de dizer que faço à minha maneira, e faço tudo direitinho sem "trampa". Com algum cuidado, procuro sempre estar por perto. Aninhado. Sentado. Acordado ou a dormir. Passo às vezes ao largo, como a esquadra russa navega ao largo de Leixões. Mas sempre imprimindo a convicção de que aqui há gato, que sou eu ou talvez não!

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publicado às 08:37

Adoro desafios e mistérios | # 1

por edite, em 22.01.17

Ainda não sei bem o que me espera... É tudo novo para mim, mas nem tudo é o que parece e sem tentar é que não sabemos, certo?! Em todo caso, nada como experimentar coisas novas e novos desafios. Estou, por isso, entusiasmada nas iniciativas/projetos de outros blogues, tais como:

2017 Reading Challenge

Clube dos Clássicos Vivos

Projeto Poupança 2017

Livro Secreto

Conversas Livrásticas

 

Desejem-me boa sorte!

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publicado às 16:03

O que dizem os teus livros afinal?

por edite, em 18.01.17

 

 

Passaram, apenas, sete dias desde a última entrevista e já estou a sentir saudades de compilar todas as respostas desformatadas, de alterar os meus acentos e vírgulas, e até dos malfadados gif´s (que demoram eternidades a abrir!). Parece estranho o que estou a dizer, não é? Eu explico. O trabalho em causa, foi amplamente compensado pelo entusiasmo, pelo imediato acolhimento e pela enorme simpatia. Todos os participantes estão de parabéns, em especial por me aturarem durante cerca de dois meses. O meu muito e muito obrigada MalikSandraAna, Maria, Sara, MartaMagdaCláudiaPatríciaRoberta e Rui. Foram todos maravilhosos. 

 

Como já referi anteriormente, o leitor é muito importante e, com esta rubrica, pretendia provar que as experiências e vivências influenciam sempre a leitura, senão vejam estas respostas:

 

- Um leitor pega num livro como quem entra num quarto de solteiro e fecha a porta;

- Há muito mais vida do que o que me rodeia;

- O laço que se cria entre o leitor e o livro é algo único;

- Quando entramos num livro o resto do mundo cai na ravina;

- Sempre quis livros mais do que qualquer brinquedo;

- Já me aconteceu ler um livro porque ele me "chama";

- O sentimento de perda quando se temina um bom livro;

- Gosto de encontrar-me nas palavras dos outros;

- Oferecer um livro a um leitor é uma prova de amor;

- A leitura é a única coisa que me faz fugir da realidade e esquecer os problemas;

- Ler é viajar e perder-se no nosso labirinto de emoções.

 

Os teus livros dizem afinal que é bom sentir-se transportado para um outro mundo (6*), onde não faz mal chorar (9*) e em que é sempre bom rir (8*), e sentir o cheiro do papel (3*). Dizem que gostam de seguir as recomendações de alguém ou de amigos (6*) e de olhar primeiro para a sinopse (7*). Dizem que preferem que o livro "agarre" (7*), que faça refletir (5*) e entrar nesse mundo (5*), diferente e tão cheio de imaginação (9*). Dizem que há muito mais, porque desde a infância (11*) que essa paixão vos motiva e leva a que leiam, em média, cinquenta livros por ano. Se uns preferem comprar (9*), outros preferem pedir emprestado (6*) ou ir à biblioteca (2*). Dizem ainda que possuem gostos variados (3*), mas que, em geral, preferem os romances, os policiais ou os clássicos, sobretudo de Eça de Queirós (2*). 

Tirando os que nada revelam e os mais tímidos (2*), os livros dizem muito. Assim, na estante ou não, eles revelam um pouco de nós. Escrever em blogues (11*) ou escrever livros (3*) é dar uso à imaginação transmitida pela leitura. É o que dizem os teus livros...

 

(*entre parêntesis o número de entrevistados que fez a referência)

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publicado às 08:30


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